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domingo, 22 de julho de 2018

Hematopoiese

A hematopoiese nada mais é que o processo de renovação celular do sangue por meio de processos mitóticos uma vez que essas células possuem vida curta.
Ela ocorre extravascularmente na medula óssea dos mamíferos, mas pode acontecer em outros órgãos durante a vida fetal e recém-natal.
Na vida embrionária inicia-se no saco vitelino e com o desenvolvimento fetal o fígado, baço e medula óssea são os maiores órgãos hematopoiéticos (Figura 1). 

Figura 1

Após o nascimento a hematopoiese passa a ocorrer somente na medula óssea nos mamíferos. Inicialmente ocorre na medula de todos os ossos, mas com a idade essa função vai sendo delimitada a medula óssea dos ossos chatos e epífises dos ossos longos, sendo os principais o esterno, crânio, ílio, costelas e as extremidades do fêmur e úmero. 
A medula vermelha (ou ativa) com o tempo vai desaparecendo e sendo substituída por tecido gorduroso, formando a medula amarela (ou inativa), que em casos de extrema necessidade pode se regenerar voltando a ser vermelha, onde nesses casos a hematopoiese volta a ser realizada pelo fígado, baço e linfonodos. Quando senis, a medula óssea amarela se torna fibrosada dificultando a resposta rápida à anemia nesses animais. 

Órgãos envolvidos na hematopoiese
  1. BAÇO
  •  Armazena e elimina hemácias e plaquetas
  • Envolvido na hematopoiese inicial
  • Produz linfócitos e plasmócitos
  • Degrada hemoglobina
  • Estoca ferro
  • Remove corpúsculos de Howell-Jolly, corpúsculos de Heinz e parasitas dos eritrócitos
       2. FÍGADO
  •  Estoque de vitaminas B12 e ferro
  • Produz muitos fatores de coagulação, albumina e algumas globulinas
  • Converte bilirrubina livre à conjugada para excretá-la pela bile
  • Participa da circulação entero-hepática do urobilinogênio
  • Produz o precursos da eritropoietina
       3. TIMO
  • Órgão linfóide central
  • Diferenciação das células precursoras em linfócitos T imunologicamente competentes, envolvidos na imunidade celular e produção de linfocinas



sábado, 24 de outubro de 2015

Mielograma

Mielograma é o exame responsável pela observação da medula óssea que está localizada no interior dos ossos e é responsável pela produção das células sanguíneas. Através dessa técnica é possível se observar como estão as células do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas), permitindo assim através de suas alterações um diagnóstico de determinadas doenças como anemia, leucopenia e trombocitopenia, e também com a detecção de leucemias e de parasitas. Na execução da coleta é necessário que o animal seja anestesiado com anestesia geral para que seja realizada uma punção óssea seguida da aspiração do conteúdo presente no interior do osso chamado de medula óssea. Sem a anestesia o exame seria inviável já que é uma forma de coleta muito dolorosa, onde o animal ficaria muito estressado não permitindo que o médico veterinário realizasse a coleta de maneira adequada. Os locais onde a punção para a coleta de medula óssea pode ser realizada no caso do animal posicionado em decúbito lateral é no fêmur ou na tíbia, e no caso do animal posicionado em decúbito ventral o local de acesso e punção da medula óssea é a crista ilíaca.


Depois da coleta da medula óssea, parte do material é depositado em uma placa de petri para que possam ser observadas a presença de espículas medulares com movimentos de inversão da placa. Após a observação das espículas, esse material é coletado com tubo capilar para tentar capturar algumas espículas. Logo depois, o conteúdo do capilar é depositado em uma lâmina é colocada outra em cima e no mesmo sentido da primeira. Depois que o sangue estiver bem espalhado pela lâmina a de cima será removida e a lâmina com material coletado ficará no ar para secar e adquirir uma melhor qualidade de visualização.








Referências:
JAlN, N. C. Essentials ofveterinary hematology. Philadelphia: Lea & Febiger, 1993.417 p.
MEYER, D. J.; HA.RVEY, J. W. Hematopoiesis and evaluation ofbone marrow.ln: o Veterinary laboratory medicine - lnterpretation aod diagoosis. Philadelphia: W.B. Saunders, 1998. p. 23-42.
MENDONÇA, C.L. et al. Avaliação clínica e hematológica em bezerros Nelore infectados experimentalmente com isolados de Babesia bigemina das regiões Sudeste, Nordeste e Norte do Brasil. Pesquisa Veterinária Brasileira, Rio de Janeiro, v.23, n.2, p.52-60, 2003.